domingo, 30 de outubro de 2011

Três Coisas que Você Deve Saber Sobre a Morte



11/05/2010



 Por Joy Wendt
Era uma manhã normal, como muitas mães têm experimentado. Ela pegou as chaves, correu para a porta, certificou-se que seu filho de cinco anos estava preso ao cinto de segurança no banco da frente, colocou as chaves na ignição, e se preparou para sair. De repente, ela percebeu que havia esquecido sua bolsa, então correu de volta para casa. A intrusão de um telefonema indesejado a fez parar em seu caminho. Eu posso fazer isso rápido, ela deve ter pensado e encerrou a chamada o mais rapidamente possível.
Correndo de volta para fora, ficou horrorizada ao descobrir que seu filho tinha sido atropelado pelo carro. Aparentemente, ele conseguiu desatar-se do cinto, entrar no lugar do condutor, e ligar o carro. Quando o carro começou a se movimentar, ele deve ter entrado em pânico e saltou para fora. Ela pediu ajuda imediatamente, mas já era tarde demais. Os próximos dias pareceriam um pesadelo interminável para essa mãe em luto enquanto lidava com seu trauma. A finalidade de tudo isso parecia zombar de sua dor. Será que ela nunca se curaria de tal ferimento permanente?
Em seu livro “O Caminho da Cura”, o conselheiro cristão Dan Allender termina a história: “Dois anos após o acidente a mulher estava muito melhor, mas ela ainda sofria com as ondas de náusea e culpa que ameaçavam afogá-la. Seu casamento estava em grave risco, e ela continuava a tomar medicação para a depressão. Sua história e a tristeza embutida em seus olhos me sacudiu. Mas um comentário em particular me chamou a atenção. “Obrigado”, disse ela, “por deixar-me saber que não é errado sofrer.” Todo mundo queria que ela estivesse bem, explicou ela. Queriam que ela seguisse em frente com sua vida. Ela disse que costumava ter sentimentos semelhantes a esse para com aqueles que sofreram perdas trágicas, e não entendia a profundidade do dano com o qual lutou. Agora ela compreendia. Melancolicamente, ela comentou: “Eu simplesmente nunca pensei que a tragédia pudesse realmente bater à minha porta.”
Muitas vezes, durante essas tragédias inesperadas nos perguntamos: Onde está Deus em tudo isso? Especialmente nas tragédias em massa, tais como terremotos ou outras calamidades, Deus fica com a culpa e pouco crédito. As catástrofes naturais são chamadas de “atos de Deus.” Histórias milagrosas de sobrevivência são creditadas a “boa sorte”.
Não é Culpa de Deus
Mas isso não é realmente a verdade. Deus nunca planejou para seus filhos o sofrer, quando Ele criou a vida no planeta Terra. A morte e o sofrimento foram introduzidos para a humanidade, quando Adão e Eva aceitaram a oferta de um inimigo para uma vida melhor (ver Gênesis 3:1-19). Ainda que o salário do pecado trouxe a morte como o destino final de todo ser humano, Deus fez um caminho para trazer novamente a vida eterna através do sacrifício de Seu Filho. Seu plano traria estabilidade para sempre, erradicando completamente o pecado e protegendo seus filhos de Satanás, o autor do pecado e da morte (veja Romanos 6:23; Naum 1:9).
Deus sabia que para o universo estar sempre livre da rebelião contra suas leis, Satanás iria precisar de tempo para demonstrar o quão terrível é a rebelião e que resultados ela traz. Então, quando os filhos da Terra forem finalmente resgatados, eles nunca vão querer tentar novamente a terrível experiência chamada pecado.
Portanto, é importante compreender que, embora exista uma razão para o sofrimento e a morte que sofremos, isso não é culpa de Deus.
A boa notícia é que Deus está conosco através destas circunstâncias difíceis. Temos um Salvador que é capaz de compreender a grande perda da morte. Ele deseja nos confortar e sustentar mesmo em meio às ondas de dor que ameaçam nos engolir (João 14:18). A Bíblia nos diz que, “Jesus chorou” quando ele perdeu um amigo (João 11:35). Mesmo planejando trazer Lázaro de volta à vida, Aquele que foi chamado de “a Ressurreição e a Vida”, chorou antes de realizar a ressurreição. Jesus teve tempo para lamentar a injustiça da morte.
Seus Entes Queridos Estão Dormindo
Olhando um pouco mais de perto, veremos algo muito marcante na história da morte de Lázaro. Jesus sabia que seu amigo estava doente vários dias antes dele realmente morrer, mas Jesus manteve o direito de cura à outros. Os discípulos ficaram preocupados e duvidaram da sinceridade do amor de Jesus para com o seu amigo. Quando ouviram a notícia de que Lázaro tinha morrido, eles perderam toda a esperança.
A Bíblia diz que quando Jesus soube que Lázaro estava doente, ficou onde estava mais dois dias. Então ele disse aos seus discípulos: Vamos voltar para a Judéia. Então, Jesus explicou aos seus discípulos ‘Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou lá para acordá-lo”. Seus discípulos responderam: ‘Senhor, se dorme, isso quer dizer que vai ficar bom!…. Então ele disse-lhes claramente: “Lázaro está morto” (João 11:6, 7, 11-14).
E esta não foi a única vez que Jesus comparou a morte ao sono.
Mateus, Marcos e Lucas, todos contam a história de outra ressurreição que Jesus realizou. Desta vez, um homem chamado Jairo tinha uma filha de doze anos que estava gravemente doente. Ele veio a Jesus como num último esforço, e Jesus aceitou acompanhar Jairo à sua casa. No entanto, a multidão de pessoas que procuravam por cura impediam o seu progresso, e o caminhar para a casa de Jairo tornou-se uma viagem extremamente lenta. Finalmente, chegou um mensageiro com a triste notícia, “Não incomode o Mestre, é tarde demais, sua filha está morta” (cf. Mc 5:35). Apesar da multidão apertando, Jesus fez contato visual com Jairo, dizendo: “Não tenha medo; tão-somente creia” (versículo 36). Jesus tinha um plano!
Quando eles chegaram na casa de Jairo, Jesus ofereceu esperança para os enlutados. Ele disse: “Por que toda essa comoção e choro? A criança não está morta, mas dorme. Mas eles riram dele” (versos 39, 40). Esses chamados amigos, que fingiam chorar, na verdade, riram-se de Jesus. Eles riram, porque eles podiam ver se os sinais vitais estavam presentes ou não na menina. Eles sabiam distinguir morte de vida. Mas perderam o maior conforto nas palavras de Jesus.
A Bíblia nos diz que “os mortos não sabem nada” (Eclesiastes 9:5) e que no próprio dia em que morrem, “perecem os seus pensamentos” (Salmo 146:4). Jesus nos revela através destas duas histórias e o simbolismo do sono que a morte é apenas uma espera tranquila e inconsciente para a ressurreição. A Bíblia também nos diz que algumas pessoas vão ser levantadas na primeira ressurreição e outras vão enfrentar o julgamento na segunda (ver Apocalipse 20:6). Mas, felizmente, essa decisão cabe a um Deus misericordioso, que não está ansioso para ver qualquer um perecer (veja 2 Pedro 3:9). Só Ele pode ler o coração nos últimos momentos da vida de uma pessoa. Não podemos julgar, mesmo quando uma pessoa parecia viver totalmente fora da vontade de Deus. Que conforto saber que nossos entes queridos não estão queimando no inferno ou desfrutando a felicidade do céu enquanto nos assistem a sofrer na Terra sem eles. Eles estão simplesmente descansando até que Deus lhes faça Seu chamado final.
Você Vai Encontrá-los de Novo
Jesus provou que Ele é o Doador da Vida. Sabemos que Ele ama reintegrar os mortos à suas famílias e amigos. Portanto, podemos acalentar a esperança de que um dia estaremos reunidos com nossos entes queridos, mesmo que sejamos chamados a esperar com fé, pela vitória final de Deus sobre a morte.
Steven Curtis Chapman conhece a dor da perda e a esperança do reencontro. Alguns anos atrás, ele perdeu sua filha Marie Sue de 5 anos, em um trágico acidente. O acidente aconteceu dentro da casa da família, no caminho que leva à garagem da residência. O irmão de Marie, não teria visto a menina e acabou atropelando-a com um Toyota Land Cruiser. Esta tragédia aconteceu apesar do fato de os Chapman fazerem trabalhos missionários em orfanatos chineses. Como pode ser justo que aqueles que foram ajudar crianças e outras pessoas pudessem perder um filho tão tragicamente? Parecia tão errado! Como pode coisas ruins como essa acontecerem com pessoas boas? Chapman e sua esposa devem ter ficado paralisados com a dor, como aquela mãe que nunca pensou que uma tragédia pudesse bater à sua porta até que ela perdeu seu filho em um acidente similar. No entanto, os Chapman escolheram colocar a sua confiança em Deus, mesmo quando eles não entendiam.
Logo após esta perda terrível, Chapman compôs a canção “Beauty Will Rise”, que é verdadeiramente comovente e mostra o desejo profundo da alma pelo dia do reencontro com os entes queridos. Ele diz: “A partir dessas cinzas. . . a beleza vai ressuscitar. Pelo que sabemos, a alegria vem pela manhã. . . pela manhã “
Sim, a Bíblia diz: “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5). Esta noite de agonia vai acabar para você um dia na abençoada manhã da ressurreição. E quando Deus restaurar a beleza e a alegria para nós, ao recebermos os nossos entes queridos, nós estaremos indo para um lugar onde nós nunca mais experimentaremos a dor da morte novamente. Ele prometeu “Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4). Naquele tempo Deus vai finalmente destruir o pecado, Satanás, e o último inimigo, a morte, não existirá mais (veja 1 Coríntios 15:25, 26). A bondade de Deus terá a vitória completa sobre o mal. Uma mensagem vai subir ” Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? ” (1 Cor 15: 55).
Que manhã maravilhosa será esta!
Artigo escrito por Joy Wendt, para a Revista Signs Of The Times – Maio/2010. Traduzido pelo blogsetimodia do original “Three Things You Should Know About Death”.

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