sábado, 27 de agosto de 2011

Os Batistas, a Lei e o Sábado

Fonte:
Pr. Natan Fernandes
Tenho percebido, um tanto preocupado, que as pessoas se filiam a uma Igreja, sem a preocupação de se informarem sobre as suas doutrinas, seus ensinamentos, suas normas e suas regras. Isso é muito sério. Por vezes, membros — na maioria dos casos — não lêem os livros que são escritos pelos pastores, professores, escritores, evangelistas ou teólogos da Igreja a que pertencem, e vivem sem saber como é mesmo que levam o seu cristianismo... Outros — e isto é de pasmar qualquer um! — não têm lido a própria BÍBLIA!
Pergunto: Que tipo de cristianismo é esse, que não incentiva à pesquisa do Livro Sagrado? Não era assim no tempo de Jesus, pois Ele recomendou o exame das Escrituras (João 5:39). No livro de Atos, encontramos pessoas preocupadas em testar, pela Palavra de Deus, se o que o apóstolo Paulo pregava, estava de acordo com o que está escrito (Atos 17:11)! Ninguém era crédulo o suficiente para aceitar como totalmente verdadeiras as palavras do próprio apóstolo Paulo!... Eles conferiam, para ver se ele não estava ensinando as suas próprias palavras, no lugar das Escrituras! E, foram considerados "nobres", por causa dessa atitude!

Por exemplo, o que ensinam os líderes religiosos da Igreja Batista sobre assuntos que tratam da Lei de Deus, os Dez Mandamentos, e sobre o sábado? Estão os membros simples dessa Igreja sabendo o que os seus escritores estão dizendo?

O profeta Oséias escreveu estas palavras:
"O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote [líder religioso], rejeitaste o conhecimento, também Eu, te rejeitarei, para que não sejas sacerdote [pastor] diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos."
Um guia religioso — pastor, professor, evangelista, teólogo — que rejeita a Lei de Deus, está comprometido diante de Deus, e comprometendo o seu rebanho à destruição, conforme o texto do profeta Oséias, transcrito acima. Tal líder religioso será responsável, diante de Deus, pelas almas que venham a perecer, no fogo dos últimos dias(Zac.14:12-13).
Temos algumas perguntas a fazer para alguns líderes da Igreja Batista.
·    O que é a Lei de Deus, os Dez Mandamentos?

Quem vai nos responder a essa primeira pergunta é o próprio
Manual das Igrejas Batistas, escrito por Edward T. Hiscox, nas páginas 63 e 64. Ele diz:
"Cremos que as Escrituras ensinam que a lei de Deus é a norma eterna e imutável de seu governo moral (Rom. 3:31; Mat. 5:17; Luc. 16:17; Rom. 3:20; 4:15); que é santa, justa e boa (Rom. 7:12; 7:7, 14, 22; Gál. 3:21; Sal. 119); e que a incapacidade que as Escrituras atribuem aos homens decaídos para cumprirem seus preceitos, provém unicamente da natureza humana pecadora (Rom. 8:7,8); livrá-los da qual e restaurá-los, através de um Mediador, a uma obediência não fingida à santa lei, é um dos principais objetivos do Evangelho e dos meios da graça ligados ao estabelecimento da igreja visível (Rom. 8:2-4)."

Precisaríamos de mais alguma informação depois desta, dada pelo MANUAL DAS IGREJAS BATISTAS, que regulamenta todas as praxes da denominação? Creio que não! Vamos a outra pergunta:
·    Para que serve a Lei, os Dez Mandamentos?

William Carey Taylor, Doutor em Teologia, professor de seminário batista por muitos anos, e grande escritor, responde a esta pergunta da seguinte forma:
"Seria uma bênção se cada púlpito no mundo trovejasse ao povo a voz divina do Decálogo, pois a Lei é aio [mestre, guia] para guiar a Cristo." — Os Dez Mandamentos, página 5.
Já o Pastor Nilson do Amaral Fanini, pregador do programa de televisão REENCONTRO, escreveu o seguinte no seu livro Dez Passos Para Uma Vida Melhor, páginas18 e 19:
"Se quisermos viver em paz com Deus e com o nosso próximo devemos, então, observar o Decálogo.... Devemos obedecer não por medo mas por amor. Precisamos observar as leis divinas tais quais elas são e não acomodá-las de acordo com as tendências da época, esquecendo ou comprometendo as leis divinas que regem a conduta moral."
Conforme disseram esses líderes batistas, a Lei de Deus serve: 1) Para conduzir a Cristo; 2) para nos manter em paz com Deus; 3) para servir como regentes da nossa conduta moral; 4) para expressar a vontade de Deus; 5) para ser regra de conduta, mesmo para os que foram justificados, etc.


·    Desde Quando Existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?
Quem responde a isto é o Pastor Antonio Neves de Mesquita, Doutor em Teologia, e professor de seminários batistas de grande projeção. No seu livro Estudo no Livro de Êxodo, página 133, ele registrou estas palavras:
"Tomemos em consideração que antes de serem dadas as dez proposições, comumente chamadas Lei, já todos os ensinos nelas codificados estavam em vigor. Podemos mesmo dizer que desde que apareceu o homem sobre a terra os princípios do Decálogo tinham força de lei. E, se quisermos recuar mais ao passado, podemos afirmar que nunca houve tempo nem eternidade em que tais princípios não existissem. ... Quando o homem foi criado, não lhe foi dada esta lei em forma catalogada, mas lhe foi posta no coração, dentro da consciência, dentro de sua íntima natureza, para que por ela se governasse." (grifos nossos)

Aí está o testemunho de alguém que estudou bastante o Livro de Deus, e os ensinamentos dos grandes mestres da Igreja Batista. O Dr. Antonio Neves de Mesquita é autoridade muito responsável, e que pode muito bem responder pela Igreja Batista!
·    Existe a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Da obra A Interpretação da Bíblia, de Weldon E. Viertel, autor batista, na página 194, nós transcrevemos este texto: "A Lei pode ser dividida em três tipos: cerimonial, civil e moral. ... De acordo com o livro de Hebreus, as leis cerimoniais eram sombras de Cristo. A sombra foi substituída pela realidade de Cristo e Seu ato redentor. As leis cerimoniais foram cumpridas; portanto, a Igreja não observa as leis sacrificiais e os festivais. As leis cerimoniais foram aplicadas a Cristo, em grande parte pelo uso da tipologia.

"... A lei moral continua efetiva; todavia, Cristo deu-lhe outro nível de sentido e aplicação. Lidou com a raiz das atividades éticas, incluindo atividades e motivos (o coração do homem)." (grifos nossos)
Ainda, Antonio Neves de Mesquita ajuda na resposta, quando diz:
"O concerto divide-se em três partes: lei moral ou os Dez Mandamentos (20:1-17); lei do altar ou cerimonial, meio de aproximação a Deus (20:22-26 e o livro de Levítico); e lei civil (21:1-23:19)." — Obra Citada, página 131. (negritos nossos)


·    A Que Tipo de Lei, Dentre as Indicadas Acima, o Apóstolo Paulo Se Refere em Colossenses 2:16?

Da obra publicada pelos batistas, Comentario Exegetico y Explicativo de La Bíblia, (em espanhol) Tomo 2, página 520, de autoria de Roberto Jamieson, A R. Fausset e David Brown, comentando Colossenses 2:16, nós tiramos esta preciosa conclusão:

" ‘SÁBADOS’ do dia da expiação e da festa dos tabernáculos chegaram a seu fim com os serviços judaicos aos quais pertenciam (Levítico 23:32, 37-39). O sábado semanal se apóia em uma base mais permanente, havendo sido instituído no Éden para comemorar a terminação da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue entre ‘o sábado de Jeová’ e outros sábados." (grifos nossos)

Quer dizer: Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da lei moral!

·    Qual a Origem do Sábado do Quarto Mandamento?
Vamos, outra vez, consultar o Comentario Exegetico y Explicativo de La Biblia, Tomo I, página 21. Ali nós lemos o seguinte:
"A instituição sábado é tão velha como a criação, dando origem à divisão semanal do tempo, o que prevaleceu nas épocas mais remotas." (grifos nossos)
Mais uma vez, Antonio Neves de Mesquita, com a palavra abalizada do estudioso:
"Naturalmente, temos de remontar ao princípio da criação, quando Deus descansou dos labores criativos, para encontrarmos a resposta à pergunta sobre a existência do sábado" — Obra Citada, páginas 162 e 163. (grifos nossos)

·    Há Razões Para Descansarmos no Sábado?
O primeiro que nos vai indicar algumas razões é o Pr. Nilson do Amaral Fanini. Num sub-tópico do seu livro Dez Passos Para Uma Vida Melhor, página 41, ele enumera dois motivos para o quarto mandamento:

1. O Criador descansou. ‘E ao sétimo dia descansou’. Deus nos dá o exemplo de descanso.
2.  É que Deus santificou um dia. ‘Portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.’ Isto é, Deus separou um dia para ser consagrado a ele. Portanto não temos o direito de usar aquilo que não é nosso. O dia é do Senhor. Quando usamos algo que não nos pertence, estamos sendo péssimos mordomos. Mas devemos santificar o tempo. Não basta assistirmos aos trabalhos da igreja. As demais horas do dia devem ser vividas santificadamente."
De outra fonte batista, nós transcrevemos o seguinte comentário:

" ...e repousou no dia sétimo—não para repousar de esgotamento pelo trabalho (veja Isaías 40:28), mas cessou de trabalhar, dando um exemplo, que equivale a um mandamento, para que nós também suspendamos toda classe de trabalho. 3. Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou.— fazendo uma distinção própria sobre os outros seis dias, demonstra que foi dedicado para fins sagrados. ...É uma lei sábia e benéfica, pois proporciona aquele intervalo regular de descanso que requer a natureza física do homem e dos animais empregados em seu serviço, e a não observância do mesmo traz em ambos os casos uma decadência prematura."
— Jamieson, Fausset a Brown, Obra Citada, página 21.

De novo, Antonio Neves de Mesquita:

"Seria impossível a qualquer povo desenvolver espírito religioso sadio e moral alevantada sem que houvesse meios adequados. Ora, o sábado, forçando o descanso das coisas seculares e fazendo inclinar a mente para as divinas, relembrando as beneficências de Deus à raça, conseguiria manter em equilíbrio os dois poderes humanos: físico e moral. ... O sábado é um elo unindo os homens a Deus por meio do culto, que ele faculta e desenvolve. ...Podemos aferir grandemente a espiritualidade de um homem pelo respeito que ele tem pelo dia de descanso." — Estudo no Livro de Êxodo, páginas 163, 169 e 170.


·    Contra o Quê Jesus Se levantou Referente ao Sábado?
Quem nós vamos convidar, primeiro, para responder a esta pergunta é escritor batista, pastor Enéas Tognini. Ele diz:
"Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo." — Jesus e os Dez Mandamentos, Pr. Enéas Tognini, batista, pág. 39.
Também de O Novo Dicionário da Bíblia, página 1422, nós lemos estas esclarecedoras palavras:
"Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. ... Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. ... Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais."

Existem cristãos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos, ou o sábado. Até onde vai o conhecimento deles? O que diz a Bíblia? O que dizem os líderes batistas sobre esse assunto? Vamos ver!
Jesus mesmo disse o seguinte:


"Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e no Seu amor permaneço" (João 15:10b).
·    Jesus Guardou o Mandamento do Sábado?
"O quarto mandamento proíbe as atividades materiais, seculares. Por outro lado, ordena na palavra ‘santificar’ um trabalho espiritual, um serviço dedicado ao Senhor. Jesus cumpriu à risca as duas partes da prescrição legal. Ele não violou o mandamento divino como foi acusado pelos Judeus; o que Ele fez foi não ajustar-Se às fórmulas exteriotipadas dos acréscimos engendrados pelas tradições humanas em torno de um mandamento tão simples e tão claro. ... Jesus, portanto estava certo, e mais do que certo quanto à guarda do sábado e não os seus gratuitos opositores. ...

"Sobre o oceano de confusão agitado pela celeuma farisaica sobre o quarto mandamento, uma coisa paira mais alto e de modo inconfundível: é como Jesus guardou o sábado. Pelo menos três coisas vitais, importantes Jesus fez no sábado: 1) Nem Jesus, nem Seus discípulos fizeram no sábado qualquer trabalho secular; 2) foi regular, sistemática e costumeiramente à sinagoga, onde Se entregava às atividades divinas; 3) Gastou sempre as horas do sábado pregando o Evangelho, como se pode verificar de Lucas 4:16 e Marcos 1:21-39; a curar os enfermos, os coxos, os aleijados, os endemoninhados..."
— Jesus e os Dez Mandamentos, Pr. Enéas Tognini, páginas 42 e 43.
Alguns crentes acham que eles mesmos é quem devem escolher o dia para o descanso e culto. Que esta questão deve obedecer, antes, a conveniência das pessoas do que um claro "Assim diz o SENHOR".
Será que deve ser assim mesmo?

Biblicamente, "o sétimo dia [da semana] é o sábado do SENHOR" (Êxodo 20:10).

Mas, o que dizem autoridades religiosas dentre os batistas?

·    Quem Deve Servir de Modelo, Padrão, Para A Observância do Sábado, como Dia de Descanso e Culto?
"Pelo motivo dado para que se observe o dia de sábado nos Dez Mandamentos, aprendemos que o exemplo do descanso sabático havia sido dado pelo próprio Deus por ocasião da criação. O sábado, portanto, é uma ordenança da criação (Êx 20:8-11). ... o padrão é assim deixado para o homem seguir. ... A linguagem usada é propositalmente forte a fim de que o homem possa aprender a necessidade de considerar o sábado como um dia em que ele mesmo precisa de descansar de suas labutas diárias. ... Deus, e não o homem, é que deve determinar de que modo o sábado precisa ser observado."

— O Novo Dicionário da Bíblia, páginas 1421 e 1422. (sublinhado nosso)

Por que os cristãos Guardam o Domingo?

Pr. Arnaldo B. Christianini

NO capítulo VII do infeliz livro contra o povo de Deus, o autor tenta em desespero de causa apresentar justificativa para a guarda do dia espúrio de repouso, o antigo feriado solar dos mitraístas(adoradores do deus mitra), que Roma tomou emprestado ao paganismo e, pela quase universalidade de sua observância, as igrejas evangélicas o aceitaram, embora sem sanção escriturística.
Vamos comentar um pouco sobre os “Mitraístas”:Em finais do século II,o mitraísmo já estava amplamente popularizado no exército romano,bem como entre os comerciantes,funcionários e escravos.Em finais do século III,gerou-se um”Sincrenismo”entre a Religião de”Mitra”,e certos cultos “Solares”de procedência Oriental,que se cristalizaram na religião do”Sol Invictus”.Esta religião foi estabelecida como oficial no”Imperio Romano”em 274,pelo”Imperador Aureliano”,que mandou construir em”Roma”,um”Templo” dedicado ao deus(pagão),e criou um corpo estatal de sacerdotes para prestar-lhe culto.O máximo dirigente deste culto levava o”Título de Pontifex Solis Invictis”.Em 07 de Março do ano de 321,Constantino I,proclama o “Chamado Edito de Costantino,uma legislação que reza assim:
Que todos os juízes,e todos os habitantes da cidade,e todos os mercadores e artífices,descansem no venerável “Dia do Sol”.Não obstante,atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos.Visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha;daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedida pelo céu.Constantino proibiu somente o trabalho no comércio(grifos acrescentados).E 40 anos depois,veio o decreto eclesiástico e a lei da observância ao domingo torna-se religiosa.Esse decreto apoiou à adoração do deus-Sol(Sol Invictus),no Império Romano.As religiões dominantes nas regiões do Império Romano eram pagãs,e em Roma,era notável o”Mitraísmo”,especificamente o culto do”Sol Invictus”.Os adeptos do”Mitraísmo”se reuniam no domingo.
Eusébio de Cesareia,Bispo católico,considerado o Pai da história da igreja afirma:”Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus(cristãos),por que recebemos de nosso Salvador,um dia de guarda diferente”.Confirmando que eles guardavam o domingo com autorização de Jesus(grifos acrescentados).
Em 325 A.D,no Concílio de Nicéia,o domingo seria confirmado como dia de descanso cristão.O “Concílio de Nicéia”,foi um Concílio de Bispos cristãos reunidos na cidade de Nicéia da Bitínia,pelo Imperador Constantino I.Mas no ano 363-364 d.C teve outro Concílio o chamado de Laodicéia ou Sínodo de Laodicéia,foi um Sínodo regional de aproximadamenta 30 cléricos da Ásia Menor.Reconfirmava a guarda do Domingo e anamatizava(amaldiçoava) a guarda do Sábado,está registrado no Cánon 29.Também recomendava para os cristãos não  judaizar(guardar o Sábado),ao permanecer ociosos no sábado,mas trabalharão neste dia.Porém,no dia do Senhor(domingo)os cristãos não deverão trabalhar,mas devem ir na missa(grifos acrescentados).

Se alguém perguntar como pode ter sido possível que a aplicação da expressão”Dia do Senhor” passasse do”Sábado para o Domingo”durante o II século,nós responderemos apontando à rápida passagem por volta do ano 1600,do nome Sábado,do Sétimo dia,para o primeiro dia da semana.Até que isso ocorresse,praticamente todos os cristãos reservavam o termo”Sábado”,para Sétimo dia,em acordo com a Bíblia.Muitos não observavam o Sábado como dia de repouso,mas eles sabiam que o Sábado é o Sétimo dia bíblico,mesmo que eles fossem à igreja no primeiro dia da semana eles sabiam qual era o dia do Senhor(grifos acrescentados).O fato de que,por volta de 1600,os “Puritanos Ingleses” começaram repentinamente a chamar o”Domingo” de”Sábado”,é análogo ao início,talvez no II século da era cristã,da prática de intitular-se o”Domingo”como o dia do Senhor.
O nome”Domingo”,provém,originalmente dos rituais da adoração do”Sol”,o que se torna bem evidente em alguns idiomas:Inglês(Sunday)alemão(sontag).O Oxford English Dictionary diz:Que a primeira ocorrência escrita da palavra”Domingo”,data aproximadamente de 700 d.C.
O primeiro uso não-ambíguo do termo”dia do Senhor” em conexão com o primeiro dia da semana,nesse caso,referindo-se ao”Domingo da Ressurreição do Senhor”,aparece num livro intitulado”O Evangelho de Pedro”,composto provavelmente por volta de 175 d.C,é óbvio que não foi Pedro um dos Apóstolos quem o escreveu!

E causa pena ver o inútil esforço do oponente, para querer justificar o injustificável, procurar aprovação divina para um dia marcantemente pagão e estranho à economia do Céu. Eis pequena amostra, com resposta esmagadora ao pé da fraude:
1. Diz à pág. 75: "Nós ... guardamos tão verdadeiramente a lei de Deus..." Não dá mesmo vontade de rir? Guardar o quê? Pois do princípio ao fim do livro, o autor se afirma anominiano, declara sem rebuços que a lei de Deus foi abolida, como vem agora argumentar que guarda a lei? Se nada sobrou para ser guardado!
2.    Diz a seguir que os batistas guardam o princípio e a essência do quarto ao mandamento.Também é risível esta afirmação, partindo de quem parte. Se ele "provou" que o mandamento era judaico, foi abolido, e nem sequer consta do Novo Testamento – quer dizer que foi anulado completamente; portanto não sobrou princípio nem essência do quarto mandamento. O domingo, segundo o autor, tem outro caráter, foi instituído (?) para comemorar a ressurreição de Cristo etc. Portanto nenhuma ligação com o quarto mandamento. É outra história.Guardar princípio e essência . Aplique-se esta regra aos outros nove mandamentos, e ver-se-á a debilidade do "argumento".
3.     Diz que o sábado não era mais santo que o domingo. Ora, a Bíblia só cuida do sábado, e o averba de santo em vários lugares; quanto ao domingo, a Palavra de Deus simplesmente o ignora como tal, e quanto ao primeiro dia da semana, as Escrituras o mencionam como referência ocasional, sem lhe oporem nenhum título de santidade. Preferimos ficar com a Bíblia.
4.    Pergunta se podemos provar que o dia em que Deus descansou era o sábado. Com o devido respeito dizemos que a pergunta parece ser de quem jamais leu a Bíblia, por isso não merece resposta. Talvez o autor tivesse boa intenção, mas foi infeliz ao formular a pergunta. Talvez não se expressasse bem. Isso acontece.
5.    Diz noutro lugar: "Qualquer dia da semana pode ser o sétimo, contando-se o que se lhe segue imediatamente como o dia primeiro."Talvez aqui também o acusador não se expressasse bem, mas como a afirmação encerra um fundo de deboche às normas divinas de contagem, não lhe daremos resposta.
6.     Repete a afirmação que o sábado não é comemorativo da criação, mas foi instituído por causa do homem. Isso já foi respondido em capítulo anterior. O autor quer ignorar que o homem é parte da mesma criação, o seu remate, sua coroa, seu ponto máximo.
7.  Cita Rom. 14:5 e 6, onde há esta afirmação: "Um faz diferença entre dia e dia, mas o outro julga iguais todos os dias."
Para ele o texto autoriza a guardar qualquer dia. Por que não tentou provar que essa passagem se refere ao sábado? Diremos rapidamente que:
- Paulo não diz que todos os dias são iguais. A palavra iguais está em grifo, porque não se encontra no original grego e foi acrescentada por Almeida.
- O dia aí mencionado não é o dia de repouso semanal, porque o mesmo apóstolo, em sua epístola aos Colossenses (2:16), tratando do mesmo assunto (pois o mesmo problema surgira naquela igreja) nos esclarece que são "dias de festa." E em Gál. 3:10, abordando o mesmo problema, Paulo menciona "dias, e meses, e tempos e anos". Quer dizer que eram dias de festa, os feriados anuais e mensais, como a páscoa, o pentecostes, o dia da expiação, as luas novas, enfim, dias regulados pela lei cerimonial. Por quê? Porque, embora abolidos na cruz, esses dias, os judeus neófitos na fé, recém-convertidos (judaizantes) não se desvencilharam deles de pronto, queriam observá-los e ainda julgavam os cristãos vindos do gentilismo por não os observarem.
Diz o comentarista Adão Clarke:
"A referência aí feita [à palavra dia] se prende a instituições judaicas, e especialmente a seus festivais, tais como a páscoa, pentecostes, festa das tabernáculos, Lua nova, jubileu etc.Os gentios convertidos consideravam que todos estes festivais não obrigam o cristão. Nós os tradutores acrescentamos aqui a palavra iguais, e fazemos o texto dizer o que, estou certo, jamais foi pretendido, isto é, que não há distinção de dias, nem mesmo do sábado." (Clark's Commentary, Rom. 14:5.)
Também os fundamentalistas Jamieson, Fausset e Brown comentam: "... será difícil mostrar que o apóstolo tenha rebaixado o sábado de maneira a ser classificado por seus leitores entre as transitórias festas judaicas ..."
·    Em parte alguma dos ensinos de Paulo, o sétimo dia do decálogo é assunto de controvérsia. Portanto, o oponente tomou bonde errado.
·    Diz ainda: "Guardamos o domingo porque os apóstolos e os crentes primitivos o guardaram... e porque o mundo em geral guarda esse dia."
Aí estão duas afirmações muito graves.
·    Quanto à primeira, o autor não pode provar que os apóstolos e os crentes primitivos guardavam o domingo, como dia santificado, como memorial da ressurreição de Cristo. As pouquíssimas reuniões mencionadas na Bíblia nesse dia não tiveram esse caráter. Os discípulos NÃO CRIAM na ressurreição do Mestre, quando estavam reunidos a portas trancadas, "com medo dos judeus." S. João 20:19; S. Mar. 16:11, 13 e 14. É grave afirmar coisa que não existe na Bíblia: que os apóstolos guardaram o domingo como tal!
·    A outra afirmação é leviana: dizer que guarda o domingo porque o mundo em geral guarda esse dia. Então o critério para a vida religiosa é o exemplo do mundo? O mundo em geral está no erro na idolatria. Então vamos ser idólatras, porque o mundo em geral o é! Este é um critério diabólico, que repudiamos veementemente. Temos a Bíblia e somente a Bíblia como regra de fé, e não "o mundo em geral".
·    Diz que os judeus guardavam o sábado porque adoravam no templo em Jerusalém.Isto parece denotar ignorância das Escrituras.
Os judeus que não moravam em Jerusalém, que dia guardavam?
Os que moravam em outras localidades, que dia guardavam nas sinagogas?
1. Diz finalmente que o domingo é um "fato histórico."
Vamos dar a palavra a ilustres e credenciados ministros batistas para responderem a esta parte. Irão provar que o "fato histórico" nada mais é que uma INVENÇÃO HUMANA!O Dr. EDWARD T. HISCOX, autor de um Manual da Igreja Batista, numa conferência para ministros da denominação batista, realizada cm Nova York, no dia 13 de novembro de 1893, leu extenso discurso sobre a mudança do sábado para o domingo. Um discurso magnifico, de que não me furto ao prazer de citar trechos para os amigos batistas que nos combatem aqui no Brasil. Esse discurso foi parcialmente reproduzido no The Watchman Examiner, órgão batista editado em Nova York, edição de 16 de novembro de 1893.

Eis alguns trechos reproduzidos ipsis verbis, como constam do jornal em apreço:
"Havia e há um mandamento para santificar-se o sábado, mas aquele sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções.
"Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana.

"Desejo dizer que esta questão do sábado – deste ponto de vista – é a questão mais séria e embaraçosa relacionada com as instituições cristãs que atualmente reclamam a atenção do povo cristão; e a única razão por que não é ela um elemento de perturbação no pensamento cristão e nas discussões religiosas, é porque O MUNDO CRISTÃO A TEM ACEITADO com a convicção de que se efetuou qualquer transferência já no princípio da história cristã. ...
"É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do sábado, tratando-a nos seus vários aspectos, ressalvando-a das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que saibamos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o Evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram este assunto.

"Além disso estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois ASSIM APRENDEMOS DOS PAIS DA IGREJA e de outras fontes. MAS QUE PENA TER VINDO ELE ESTIGMATIZADO COM A MARCA DO PAGANISMO E CR1SMADO COM O NOME DO dEUS SOL, QUANDO ADOTADO E SANCIONADO PELA APOSTASIA PAPAL, E DADO AO PROTESTANTISMO COM UM LEGADO SAGRADO." (Grifos e versais nossos).

Aí está uma confissão honesta. O domingo não tem sanção escriturística.
É invenção humana e procede de fonte impura: paganismo.
Vamos citar outra confissão honesta relativa à origem extrabíblica do domingo, feita por outro renomado pastor batista e, notem bem, da Primeira Igreja Batista de Dayton, Estado de Ohio, EE. UU. Extraímo-la do The Watchman Examiner, órgão oficial da denominação batista, edição de 25 de outubro de 1956.
O Pastor ALBERT CALHOUN PITTMAN declara textualmente:
"... aqueles primitivos cristãos sentiram a necessidade de se reunirem em tempos aprazados para a adoração. Assim começaram a se reunir no primeiro dia do semana, para comemorarem a ressurreição de cristo dentre os mortos.
"Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã porque o domingo não era um dia feriado MAS SIM UM DIA DE TRABALHO NORMAL como os demais.
Em uma carta escrita por Plínio ao imperador Trajano, e que tem sido preservada, lemos que aqueles antigos cristãos tinham uma breve reunião ao romper do dia no primeiro dia da semana, cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um voto de companheirismo, Partilhavam uma merenda religiosa e EM SEGUIDA RETORNAVAM AO SEU TRABALHO, para os seus labores da semana."(Grifos e versais nossos, para realce)

Isto quer dizer que o ilustre ministro batista concorda com a realidade histórica; com o fato indestrutível: O DOMINGO É INVENÇÃO HUMANA!!!
Aqui mesmo no Brasil ocorreu, há 40 anos um fato interessante. Os batistas, movidos de espírito polêmico atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas.
Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar. Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio em edição de 7 de maio de 1925, afirmava:
"Se, pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal [órgão batista]: em que fica o colega com a guarda do domingo e não do sábado? Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para mostrar a guarda do domingo? DAMOS DOIS MIL CONTOS ao colega se no-la apresentar. ..." (Grifos e versais nossos).

E o órgão batista mudou de conversa... perdeu ótima oportunidade de abocanhar os dois mil contos de réis(cerca de dois milhões de reais, hoje), naqueles tempos... Por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo são práticas pagãs que se infiltraram na igreja cristã. Gradativamente, em função da apostasia e da acomodação com o Estado. É o que nos diz a História. Mas a nossa regra de fé é a Bíblia, e o que nela não consta, deve ser rejeitado.

Texto adaptado por:José Oliveira da Silva

Mais Referências Bibliográficas:

a)-In.Codex.Justinianus,Cib.13,It.12.Par.2
b)-Cambel,Joseph The Masks Of God Ocidental Mytology,Vol.III,Arkama,1991
c)-Eliade Mircea Historias das Crenças e das Ideias Religiosas,Volume II,Porto:Rés.
d)-VV.AA Historias de lãs Religiones Antiguas,Oriente,Grecia y Roma,Madrid:Cátedra.1993
e)-VV.AA Las Religiones em El Mundo Meditrraneo y em El Oriente Próximo I,1993,Título Original:Histoire dês Religions 2,Encyclopédie de Ca Pléiade,Gallimard,1972
f)-The Gospel According to Peter,9,12;ANF 10:8
g)-O novo costume foi sintetizado por Nicolas Bownde,em The Doctrine of the Sabbath,Plainely Layde Forth(London,1595)e comentado por Winston U.Solberg,em Redeem the Time(Cambridge,Mass:Harvad University Press,1977)e por Bryan W.Ball,em The English Connection(Cambridg,England:James Clark,1981
h)-Chambes Encyclopedia,art.Sábado/Corpus Juris Civil,Cord..Livro 03,Tit.12,03./Disseration os the Lord´s Day Sabath Pryne,pág.163
i)-Alexander Roberts,D.D.& James Donaldson,LL.D..Vida de Constantino,livro,III,cap.18
j)-Councit of Nicea in the 1911,Encyclopaedia Britannica
l)-Catholic Encyclopedia,New Advent.Nicene and Post Nicene Fathers,volume XIV

Deutenorômio.4:2
Gálatas.1:8
Apocalipse.22:18-19.


domingo, 21 de agosto de 2011

Data para o fim do mundo ?

Que relação existe entre o cálculo judaico de 5.758 anos para a história da Terra (até 1998) e a teoria dos seis mil anos para o fim do mundo?
Sobre o verbete “Chronology”, a Encyclopaedia Judaica explica que o método judaico de calcular os anos a partir da criação do mundo (Anno Mundi) tornou-se de uso popular cerca do nono século
d.C. “Em vários cômputos rabínicos a ‘Era da Criação’ iniciou em um dos anos entre 3762 e 3758
a.C. A partir do século 12 d.C., porém, passou a ser aceito que a ‘Era da Criação’ começou em 3761 a.C. (para ser exato, no dia 7 de outubro daquele ano). Esse cômputo é baseado em sincronismos de elementos cronológicos mencionados na Bíblia e em cálculos encontrados na antiga literatura judaica pós-bíblica.”
Por sua vez, a teoria de que a história do mundo se limita a seis mil anos de pecado, seguidos de um milênio sabático, está baseada na inferência de que cada um dos seis primeiros dias da semana da Criação (Gn 1) representa mil anos (ver II Pe 3:8). E, além disso, que o sétimo dia (Gn 2:1-3) simboliza esse sétimo milênio (ver Ap 20). A interpretação de cada dia da Criação como mil anos apareceu pela primeira vez na literatura judaica no livro pseudoepígrafo de II Enoque 33:1 e 2, popularizando-se posteriormente entre vários intérpretes judeus e cristãos preocupados com o fim do mundo.
Se o ano da criação da Terra fosse mesmo 3761 a.C., com duração de apenas seis mil anos, então o seu fim haveria de ocorrer aproximadamente no ano 2240 de nossa era. Mas tal cálculo especulativo não é aceitável, pois as genealogias do Antigo Testamento requerem, pelo menos, quatro mil anos da Criação ao nascimento de Cristo, para serem sincronizadas. Além disso, estudos, que procuram harmonizar cronologicamente a história bíblica de outros povos do mundo antigo, têm proposto mais de quatro mil anos da Criação ao nascimento de Cristo.
Mesmo que aceitássemos a curta cronologia do arcebispo anglicano James Ussher (1581-1656), que estabelece arbitrariamente a Criação como havendo ocorrido no ano 4004 a.C. (quatro mil anos antes do nascimento de Cristo), teríamos sérias dificuldades, pois, nesse caso, os seis mil anos deveriam ter-se cumprido em 1997. Mas o mundo não chegou ao fim nesse ano!
Sabemos, pelos sinais que Cristo nos deixou (ver Mt 24; Lc 21), que o fim de todas as coisas está próximo. Não devemos nos esquecer, no entanto, da referência à tardança relacionada com o tempo em que a segunda vinda de Cristo há de acontecer (ver Mt 25:5), bem como das várias advertências de que não nos compete especular quanto ao tempo específico em que esse evento há de ocorrer (ver Mt 24:36, 42; At 1:7).
Fonte:
Sinais dos Tempos, julho de 1998, p. 29
WWW.cpb.org.br.

Moisés escreveu mesmo o Pentateuco?

Até pouco tempo atrás, afirmava-se que a invenção do alfabeto teria ocorrido pelos séculos 12 ou 11 a.C., sendo esse argumento apresentado para “provar” que Moisés não podia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), visto que em seu tempo não haviam ainda inventado a arte de escrever. No entanto, escavações arqueológicas nas ruínas da cidade de Ur, na antiga Caldeia, têm comprovado que ela era uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur, os meninos aprendiam leitura, escrita, Aritmética e Geografia. Três alfabetos foram descobertos: junto do Sinai, em Biblos e em Ras Shamra, que são bem anteriores ao tempo de Moisés (1500 a.C.).

Estudiosos sustentam que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O grande arqueólogo William F. Albright datou essa escrita de início do século 15 a.C. (tempo de Moisés). Interessante é notar que essa escrita foi encontrada no lugar onde Moisés recebeu a incumbência de escrever seus livros (Êx 17:14). Veja o que disse Merryl Unger sobre a escrita do Antigo Testamento: “A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registrar a divina revelação, em vez do difícil e incômodo cuneiforme de Babilônia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egito.”

Deus sempre sabe mesmo o que faz! Pense bem: se o alfabeto tivesse sido realmente inventado pelos fenícios, cuja existência foi bem posterior à de Moisés, e se as escritas anteriores – hieroglífica e cuneiforme – foram decifradas apenas no século 19, como poderia Moisés ter escrito aqueles livros? Se o tivesse feito, só poderia usar os hieróglifos, escrita na qual a Bíblia diz que Moisés era perito (At 7:22). Nesse caso, o Antigo Testamento teria ficado desconhecido até o século 19, quando o francês Champollion decifrou a antiga escrita egípcia. Acontece que, no princípio do século 20, nos anos 1904 e 1905, escavações na península do Sinai levaram à descoberta de uma escrita muito mais simples que a hieroglífica – e era alfabética! Com essa descoberta, a origem do alfabeto se transportava da época dos fenícios para a dos seus antecessores, séculos antes, os cananitas, que viveram no tempo de Moisés e antes dele.
Portanto, foram esses antepassados dos fenícios que simplificaram a escrita. E passaram a usar o alfabeto em lugar dos hieróglifos, isto é, sinais que representam sons ao invés de sinais que representam ideias. Moisés, vivendo 40 anos na região de Mídia, onde essa escrita era conhecida, viu nela a escrita do futuro, e passou a usá-la por duas grandes razões: (1) a impressão grandiosa que teve de usar uma língua alfabética para seus escritos e que se compunha de apenas 22 sinais bastante simples comparados com os ideográficos que aprendera nas escolas do Egito; e (2) a compreensão de que estava escrevendo para seu próprio povo, cuja origem era semita como a dos habitantes da terra em que estava vivendo, e que não eram versados em hieróglifos por causa de sua condição de escravos.*

Michelson Borges, jornalista e mestrando em teologia pelo Unasp

(*) De acordo com Siegfried Schwantes, Ph.D em línguas semíticas pela Johns Hopkins University, o vocabulário da última parte do livro de Gênesis e do livro de Êxodo evidencia a influência da língua egípcia sobre o hebraico. A palavra para “linho fino”, por exemplo (Gn 41:42), é shesh, e curiosamente em egípcio é shash. Outro exemplo é a palavra “selo” (Gn 38:18, 25). Na forma hebraica é hotam, enquanto seu equivalente egípcio é htm. Um último exemplo (para ficar apenas com três) é o vocábulo hebraico taba’at, cujo significado é “anel” ou “sinete”, e parece ser derivado do termo egípcio db’t. “É uma palavra rara e denota familiaridade do autor com o meio egípcio”, escreveu Schwantes em seu livro:
 Arqueologia (São Paulo: IAE, 1988), p. 28. Estudos mais amplos nessa área têm sido produzidos por James Hoffmeier, do Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados Unidos.
WWW.cpb.org.br.
Sábado, Janeiro 23, 2010

Judeus “babilonizados”

Em janeiro de 2008, a arqueóloga Eilat Mazar, da Hebrew University, em Jerusalém, anunciou a descoberta de mais um objeto envolvendo personagens bíblicos. Trata-se de um anel ou sinete utilizado pela família Temech ou Tama. Se você conhece um pouco da história bíblica deve se lembrar de alguns personagens que receberam um sinete em momentos importantes, como José, no Egito, e o filho pródigo, quando encontrou o pai. Diversos sinetes de personagens bíblicos foram encontrados nas últimas três décadas. A família Tama é mencionada no livro de Neemias, capítulo 7, verso 55. Mas quem eram eles? Qual a importância deles para a história bíblica? O texto abaixo procura responder essas perguntas.

De acordo com o mesmo livro de Neemias, no capítulo 7, verso 6, eles faziam parte do grupo de judeus que estava voltando da cidade de Babilônia, onde eles haviam ficado por 70 anos. Lá, o antigo povo de Deus teve contato com uma cultura totalmente diferente daquela que lemos nas Escrituras. Ao invés de adorarem ao Criador, Babel estava impregnada de adoração a criaturas.

No sinete dessa família, que estava deixando Babilônia e retornando para Jerusalém, duas pessoas estão diante de um altar com as mãos erguidas, um costume comum para expressar reverência, no Antigo Oriente Médio. Acima deles pode se ver o que está sendo adorado: o deus babilônico Sin, o deus lua, filho dos deuses Enlil e Ninlil, de acordo com a mitologia mesopotâmica. Há algumas evidências que sugerem um reavivamento do culto ao deus Sin, em Babilônia, no período em que os judeus estiveram lá.

Há uma poderosa lição para cada um de nós nesse achado arqueológico. Este mundo, que se parece muito com uma Babilônia moderna, oferece constantemente uma vida de pecado e desobediência a Deus e à Sua Palavra. Somos “judeus” saindo deste antro de perdição e indo para a Nova Jerusalém, o local que Deus preparou para Seus filhos. E, assim como os membros da família Tama, queremos ir para Jerusalém com hábitos contrários ao caráter de Deus! Soa irônico.
Creio que o conselho do autor de Hebreus seja válido nesta hora: “Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1). Que você e eu não sejamos membros da família Tama, no dia do encontro com Cristo.

Fonte:
Luiz Gustavo Assis é formado em Teologia e atua como Capelão no Colégio Adventista de Esteio, RS.
Sexta-feira, Agosto 21, 2009